terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dilma, a duodécima

                     Valter Campanato/ Agência Brasil


Por Margarita Sansone
Dilma Roussef é a duodécima mulher a chegar ao poder na América Latina.
Atualmente governam as presidentas Cristina Fernández (viúva Kirchner) na Argentina e Laura Chinchilla, na Costa Rica. Kamla Bissessar é primeira ministra de Trinidad Tobago. Michelle Bachelet deixou ano passado, em plena comoção do desastroso terremoto, a presidência do Chile com surpreendente popularidade de 84% de aprovação.
Antes delas, foi mandatária pioneira a presidenta argentina Isabelita Martinez de Perón. Viúva de Juan Domingo Perón, vice-presidente eleita, acabou empossada após a morte do marido, sucedendo-o entre 1974e 1976.
Lidia Gueiller, presidenta da Bolívia,foi a segunda mulher eleita no nosso continente. Ambas, Isabelita e Lídia, foram depostas por golpes militares.
Aquele foi um tempo de lágrimas, gerou o movimento das Madres da Plaza de Mayo, hoje Abuelas da Plaza de Mayo, em Buenos Aires.
Na Nicarágua,em 1990, Violeta Chamorro derrotou nas urnas o sandinista Daniel Ortega, que depois de novo voltaria ao poder.
Rosália Arteaga governou o Equador por apenas 48 horas, vice-presidente da Abdala Bucaram, deposto em fevereiro de 1997. Janet Jagan presidiu a Guiana e Mireya Moscoso, o Panamá. No Haiti já governou Ertha Trouillot
No mundo atual, há quatro mulheres com muito poder. Ângela Merkel, premier da Alemanha, lidera a política da União Europeia. Julia Gillard é a jovial chefe do governo da Austrália. Jadranka Kosor é primeira ministra da Croácia. Ellen Sirleaf preside a Libéria.
Ao sucesso delas a história moderna acrescenta outras quatro mulheres já lendárias: as enérgicas Golda Meir (1969) de Israel e Margareth Tacher (1979) do Reino Unido, polêmicas agentes de mudanças expressivas. Indira Gandhi em dois mandatos 1966 e 1984, primeira ministra da Índia e Benazir Bhuto (1988) do Paquistão, ambas martitizadas em atentados sangrentos.
O mundo, depois de haver tido muitas rainhas, com as mulheres modernas, chefes de estado, tem aprendido a proteger, com determinação e sensibilidade, a liberdade e a democracia.

2 comentários:

Anônimo disse...

Só com uma diferenças, Dilma praticamente foi imposta... Não era o desejo da maioria do povo politizado. Mas temos que engolir.
Poderia ser a Marina, antes tivesse sido!!!

aloisio disse...

Dilma foi uma imposição de Lula, que se aproveitou do questionável percentual de 87% de popularidade. Até opositores aprovaram(??!!)
3ª mulher a governar o Brasil, as 2 antecessoras foram do Império.
O jeito sóbrio da Dilma, sem ser feminista, até que agrada. Os problemas maiores que ela deve enfrentar: contentar o mundo de partidos "aliados" tipo PMDB, voraz por cargos públicos, e o seu criador, que provavelmente já deve estar dando palpites indesejáveis.
Quanto as atuais modernas, destacam-se: Indira Gandhi e Cristina da Argentina - sucessora do marido - ambas denunciadas por corrupção. A Cristina eleita, graças ao auxílio financeiro de Chavez, seguindo a onda populista, colocou mordaça na imprensa. Golda Meir e Margaret Thatcher governaram com determinação, entraram e saíram democraticamente.
Outras tiveram passagens discretas, sem alardes femininos.
Penso que a administração de uma nação não esteja ligado ao sexo - tanto faz ser homem ou mulher.
O que faz a diferença é ter competência e caráter para governar.
Tomara que Dilma faça um ótimo governo.

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